Causas, sintomas e tratamento da faringite. Definição e detalhe dos diferentes tipos de faringite, nomeadamente faringite aguda e crônica, faringite viral, bacteriana e fungica. Abordamos todos os tipos de tratamentos, médicos, alternativos e naturais.

Faringite aguda

As faringites agudas podem causar dor de garganta, porém, mais freqüentemente, originam sensação de ardor, prurido (coceira), sensação de corpo estranho (como espinha de peixe). Muitos pacientes apresentam pigarro, seguido da eliminação de secreção. Porém, dentro de pouco tempo, volta a se formar novamente o pigarro.
As faringites em geral são afebris ou causam febrícula, raramente febre alta. O acometimento da mucosa faríngica pode ser parte de um quadro mais geral, obrigando o médico a investigar cavidades nasais, membranas timpânicas, sínus paranasais, laringe, traquéia, amígdalas palatina e lingual, adenopatias cervicais. Entre as possíveis etiologias das faringites agudas devemos considerar principalmente as seguintes :
a) Vírus: adenovírus, mixovírus (influenza, parainfluenza, vírus respiratório sincicial), herpes -vírus (simples, citomegalovírus, vírus de Epstein-Barr), picornavírus (rinovírus, enterovírus tipo Coxsackie e ECHO).
b) Bactérias: Pneumococos, estreptococos B-hemolíticos, Staphylococcus aureus, Hemophilus influenzae, Neisseria gonorrhoeae.
c) Alergia: muitas vezes a faringite é desencadeada pelo uso de gelados ou por alterações térmicas, climática, ar condicionado, vento nas costas, cabelos úmidos  pés molhados ao tomar chuva: comprometimento nasal (rinite) e/ou pulmonar (asma) e/ou cutâneo (eczema, dermatite atópica).
Ao exame físico podemos constatar os seguintes tipos de faringite:
1-Faringite eritematosa - A hiperemia é generalizada. O doente em geral apresenta-se afebril ou com febrícula.
2-Faringite purulenta - Além da hiperemia há a presença de secreção muco-purulenta na parede posterior da orofaringe e da nasofaringe. É importante pensar na possibilidade de estarmos diante de um caso de secreção pós -nasal por sinusopatia. O quadro pode ser febril. O tratamento compreende o uso de medicação tópica local, como pastilhas, gargarejos, sprays. Se houver necessidade, pode-se utilizar, por via sistêmica, antiinflamatórios não hormonais ou, em casos de febre alta, antibióticos.
3-Faringite abscedante - Verifica-se a existência de um abscesso na parede posterior da faringe. O abscesso retrofaríngico nos revela um quadro grave, doloroso e com febre alta. O risco de propagação para os planos profundos do pescoço é muito grande. O tratamento requer drenagem cirúrgica e utilização de antibióticos de largo espectro.

Índice dos artigos relativos à Faringite
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